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Chef Ratatui é o blog que vem ultrapassar barreiras geográficas... apesar de ser um espaço virtual pretende-se que se sinta ao meu lado a confeccionar as melhores receitas de culinária... simplesmente a Receita para o Bem-Estar!
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29
Abr
12

 

A Temporada do Caracol esta a chegar, é já este proximo 1º Maio e em alguns locais em Portugal, começa logo no 25 de Abril e em outros locais nem acaba... é pena que a nossa produção em Portugal não chegue e assim temos recorrer à Importação, enfim...!

 

Vejam bem vêm de Marrocos às toneladas para satisfazer o apetite dos apreciadores. O negócio de importação de caracol próspera – os animais comprados por 80 cêntimos o quilo em África chegam à mesa dos cafés a um preço 16 vezes superior. O mau tempo de Junho diminuiu o consumo e a escassez da produção fez disparar os preços

Para um apreciador de caracóis, o nome Souk el Arba du Gharb não dirá grande coisa. No entanto é desta localidade marroquina, situada 200 quilómetros a sul de Tanger, que vem grande parte dos caracóis consumidos nos cafés portugueses.

Este ano o negócio vai estar mais fraco, tudo por causa dos (maus) humores do clima. “Em Marrocos choveu pouco no início da Primavera e os caracóis não se desenvolveram suficientemente. Há poucos e são mais pequenos. Por outro lado, as vendas em Portugal vão baixaram por causa do mau tempo que se verificou este ano e a TROIKA. O calor faz subir o consumo e, como houve poucos dias de chuva, registou-se uma quebra na produção.”

No início da temporada deve andar perto de 100 toneladas de caracóis por semana que se importa de Africa, mas com a crise deve baixar para 60 toneladas. À medida que os caracóis vão escasseando – até ao final de Agosto a apanha vai-se reduzindo gradualmente – os preços aumentam e os consumidores têm de desembolsar mais pelo petisco.

É esse é o motivo que tem levado ao aumento de preço das travessas de caracóis nos cafés e restaurantes – há estabelecimentos onde uma travessa chega a custar dez euros e o preço poderá até agravar-se até Agosto, o último mês em que são vendidos.

Os animais são comprados em Marrocos a preços que oscilam entre os 80 cêntimos (sim, esta a ler corretamente 0,80 Euros) e os 1,5 euros por quilo. O preço de revenda para os lojistas e restaurantes pode chegar aos 3 euros. Nos restaurantes, uma travessa de 300 gramas não custa menos de quatro euros, o que significa que um quilo fica por volta dos 13 euros. Ou seja, o preço dos caracóis aumenta mais de 16 vezes desde a primeira transação até chegar ao prato dos consumidores. Um negócio lucrativo, que tem como único inconveniente o facto de só durar nos meses de calor: desde o final de Abril até ao princípio de Setembro.

E antes que chegue o final do Verão vamos lá ao que interessa, a receita de caracol do Chef Michael:

“O principal ingrediente é mesmo o caracol, que tem de ser de boa qualidade”. Eis a receita

 

INGREDIENTES:

 

- 2 Kg de caracóis

- 80 g de alho

- 60 g de cebola

- 2 Cubos de Caldo de Galinha (atenção: já contem sal)

- 2 a 4 malaguetas (a gosto)

- Orégãos em rama

- Poejo em rama (Algarvia)

- Sal q.b.

 

PREPARAÇÃO

Os caracóis devem ser bem lavados em água corrente antes de começarem a ser cozinhados. Convém certificar-se de que todos os animais estão vivos antes de os meter no tacho. Os caracóis devem ser colocados num tacho largo e cobertos de água até uma altura de dois dedos acima do nível dos caracóis. Ficam em repouso durante dez minutos até saírem todos da casca. Inicia-se a cozedura em lume brando, sem os temperos, que só devem ser adicionados depois de os caracóis terem morrido. Adicionados os ingredientes, deixa-se cozinhar até levantar fervura. O molho só deve ferver durante três a quatro minutos. Os orégãos e o poejo em rama são mergulhados durante a fervura e retirados mal se apaga o lume. Rectificar o sal, quando necessário. Deve deixar os caracóis a repousar durante dez minutos antes de servir, para tomarem bem o gosto.

 

FESTIVAIS COM RECEITAS ORIGINAIS

 

Há diversas formas de confeccionar o caracol e aos interessados em conhecê-las aconselha-se uma visita à Festa de Porches, em Lagoa, ou ao Festival de Loures. A primeira realiza-se já entre os dias 14 e 18 de Julho, no Polidesportivo de Porches, e terá ao dispor dos apreciadores e curiosos as diversas formas de confecção gastronómica destes gastrópodes. O segundo, que decorre entre os dias 20 e 29 de Julho mais ou menos, junto ao Pavilhão Paz e Amizade de Loures, conta com a participação de várias tasquinhas que trabalham o caracol das mais diversas formas. Pataniscas de caracol, caracóis à Rossini, rancho ou chili de caracoleta são algumas das delícias oferecidas, a par das já conhecidas feijoadas de caracol ou de caracoleta, arroz de caracol, caracoleta à Bulhão-Pato ou do simples caracol cozido. Ambos os eventos prometem muita animação. Eu sinceramente gosto de provar todo o tipo de diferentes mas a minha preferência cai para a receita apresentada. O segredo esta realmente no caracol.

 

Bom apetite!

 

 

 

1º Maio

 

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.

Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

 

Dia do Trabalhador em Portugal


1º de Maio na cidade do Porto. Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-Intersindical (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).

 

No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região.

 

Bom apetite! 

publicado por Chef Michael Rocha às 18:54

| B iografia |

 

Julgo que é mais importante mencionar alguns factos importantes como surgiu este gosto pela cozinha, onde tem origem esta vontade de “ser alguém” no mundo da cozinha?

Comecei a cozinhar muito cedo com a ausência da minha mãe. Não quero mentir, não sou muito bom em datas, mas com sete ou oito anos já cozinhava alguma coisa e com 10 anos cozinhava a sério e com 15 anos já era um cozinheiro por necessidade.

Quando comecei a trabalhar nesta área, aliás, quiseram-me na Cozinha por mero acaso, o Cozinheiro para uma festa de Fim de Ano de uma Empresa de Eventos, despediu-se a ultima hora e quem acham que foram buscar. É mesmo, como eu digo na “hora certa no local certo”. Tentei durante estes anos todos ser cada vez melhor e aperfeiçoar-me. Tinha uma vocação natural, é o que me diziam, um dos meus grandes segredos do empenho e do suposto sucesso que tenho tido é nunca me ter desviado deste caminho de ser já um cozinheiro chefe como ter um Dom para tal e ponto final.

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